A
educação, entre a lei, debates e atitudes.
Evanis D'avila
Conforme o Art. 205 da
Constituição Federal 1988 – A educação, direito de todos e dever do Estado e da
família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando
ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e
sua qualificação para o trabalho.
No entanto, percebe-se que
entre a lei e a realidade na educação brasileira, há uma considerável
distância. Vimos nos dados de aprendizagem obtidos através de avaliações como: Prova
Brasil, SAEB- Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica, ANRESC-
Avaliação Nacional do Rendimento Escolar, ENEM- Exame Nacional do Ensino Médio,
ENCCEJA- Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos,
entre outros instrumentos utilizados para avaliar a educação no Brasil, os
quais revelam o despreparo do aluno, tanto no desempenho intelectual como
também nas competências dos jovens para o mercado de trabalho.
Para melhorar a qualidade da
educação no Brasil, é necessário se ter atitude. E essa atitude deve partir de
todos os envolvidos, aluno, Estado, família e a sociedade, em geral.
Como exemplo de atitude está
o projeto de uma pedagoga do município de Canoas, RS, recentemente notícia do
Jornal do Almoço, reportagem exibida no dia
05 de dezembro deste ano. A professora tomou a iniciativa de criar um projeto
de dança que oferece aulas de balé. Como se trata de um bairro pobre, as
crianças se sentiram importantes ao se apresentarem para outras comunidades. Porém,
no ano passado, essa professora perdeu o incentivo do poder público, mas nem
por isso desistiu. Ao ser comunicada que a prefeitura não forneceria mais o
espaço para o treinamento, a professora recorreu à comunidade, sendo atendida
pela Associação dos Aposentados local que disponibilizou a sede para a prática
das aulas.
Nesse exemplo, podemos ver a
importância da atitude da professora, dos alunos, das famílias e da sociedade.
Mesmo sem a contribuição do poder público, o projeto continua para a realização
do sonho de muitos alunos, que de acordo com a declaração das famílias, não têm
condições financeiras para pagar curso de balé para seus filhos.
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