quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Marcel Mazoyer no Polo Universitário de SAP

Marcel Mazoyer no Polo Universitário

O Polo Universitário Santo Antônio recebe visita do Prof. Dr. Marcel Mazoyer, Professor Emérito AgroParisTech - França. Nesta oportunidade o professor fará uma palestra aberta para comunidade.
Palestra: A Agricultura: o "Tendão de Aquilles" da Globalização
Data: 14 de dezembro de 2013, sábado.
Horário: 10h
Local: Polo Universitário Santo Antônio
Inscrições: 51-36627214
Acompanhará o visitante o professor Dr. Lovois de Andrade Miguel-UFRGS, o qual fará a tradução e lançará o Curso de Bacharel em Desenvolvimento Rural-UFRGS que será oferecido no Polo. Edital aberto. Ver página www.polosap.com.br
Participará como convidado especial o deputado Elvino Bom Gass PT-RS, o qual falará sobre Agricultura Familiar e Novo Código Florestal: "Preservar produzindo e produzindo preservando."
Marcel Mazoyer http://lattes.cnpq.br/8068762410179607 é autor do livro História das Agriculturas no Mundo: do neolítico à crise contemporânea.

A Educação que desejamos, por José Manuel Moran

A educação que desejamos
Especialista em projetos inovadores na educação presencial e a distância

A educação tem que surpreender, cativar, conquistar os estudantes a todo momento. A educação precisa encantar, entusiasmar, seduzir, apontar possibilidades e realizar novos conhecimentos e práticas. O conhecimento se constrói a partir de constantes desafios, de atividades significativas, que excitem a curiosidade, a imaginação e a criatividade .
A escola é um dos espaços privilegiados de elaboração de projetos de conhecimento, de intervenção social e de vida. É um espaço privilegiado de experimentar situações desafiadoras do presente e do futuro, reais e imaginárias, aplicáveis ou limítrofes. Para promover o desenvolvimento integral da criança e do jovem só é possível com a união do conteúdo escolar com a vivência em outros espaços de aprendizagem.
Quanto mais tecnologias avançadas, mais a educação precisa de pessoas humanas, evoluídas, competentes, éticas . São muitas informações, visões, novidades. A sociedade torna-se cada vez mais complexa, pluralista e exige pessoas abertas, criativas, inovadoras, confiáveis.
Caminhamos para ter aulas com acesso wireless, que favorecem que a transformação realmente em aulas-pesquisa com facilidade. Aulas com cada vez menos momentos presenciais e mais conectados.
Caminhamos para ter as cidades digitais, conectadas, o acesso podendo ser feito de qualquer lugar e a qualquer hora e com equipamentos acessíveis. Quanto mais acesso, mais necessidade de mediação, de pessoas que inspirem confiança e que sejam competentes para ajudar os alunos a encontrar os melhores lugares, os melhores autores e saber compreendê-los e incorporá-los à nossa realidade. Quanto mais conectada a sociedade, mais importante é termos pessoas afetivas, acolhedoras, que saibam mediar as diferenças, facilitar os caminhos, aproximar as pessoas.
Educar é um processo complexo que exige neste momento mudanças significativas. Investindo na formação de professores no domínio dos processos de comunicação envolvidos na relação pedagógica e no domínio das tecnologias, poderemos avançar mais de pressa, sempre tendo consciência de que em educação não é tão simples mudar, porque há toda uma ligação com o passado que é necessário manter e também uma visão de futuro à qual devemos estar atentos. Não nos enganemos. Mudar não é tão simples e não depende de um único fator. O que não podemos é cada um jogar a culpa nos outros para justificar a inércia, a defasagem gritante entre as aspirações dos alunos e a forma de preenchê-las. Se os administradores escolares investirem em formação humanística dos educadores e no domínio tecnológico, poderemos avançar mais.
Estamos caminhando para uma aproximação sem precedentes entre os cursos presenciais (cada vez mais semi-presenciais) e os a distância . Os presenciais terão disciplinas parcialmente a distância e outras totalmente a distância. E os mesmos professores que estão no presencial-virtual começam a atuar também na educação a distância. Teremos inúmeras possibilidades de aprendizagem que combinarão o melhor do presencial (quando possível) com as facilidades do virtual.
Em poucos anos dificilmente teremos um curso totalmente presencial. Por isso caminhamos para muitas fórmulas de organização de processos de ensino-aprendizagem. Vale a pena inovar, testar, experimentar, porque avançaremos mais rapidamente e com segurança na busca destes novos modelos que estejam de acordo com as mudanças rápidas que experimentamos em todos os campos e com a necessidade de aprender continuamente.
Caminhamos para formas de gestão menos centralizadas, mais flexíveis, integradas; para estruturas mais enxutas. Está em curso uma reorganização física dos prédios: Menos quantidade de salas de aula e mais funcionais, todas com acesso à Internet. Os alunos começam a utilizar o notebook para pesquisa, para busca de novos materiais, para solução de problemas. O professor universitário também está conectando-se mais em casa e na sala de aula e tem mais recursos tecnológicos para exibição de materiais de apoio para motivar os alunos e ilustrar as suas idéias. Teremos mais ambientes de pesquisa grupal e individual em cada escola; as bibliotecas se converterão em espaços de integração de mídias, software, bancos de dados e assessoria. Haverá uma aproximação sem precedentes entre organizações educacionais e corporativas.
O processo de mudança na educação não é uniforme nem fácil. Iremos mudando aos poucos, em todos os níveis e modalidades educacionais. Há uma grande desigualdade econômica, de acesso, de maturidade, de motivação das pessoas. Alguns estão preparados para a mudança, outros muitos não. É difícil mudar padrões adquiridos (gerenciais, atitudinais) das organizações, governos, dos profissionais e da sociedade.
As possibilidades educacionais que se abrem e os problemas são imensos. Haverá uma mobilidade constante de grupos de pesquisa, de professores participantes em determinados momentos, professores da mesma instituição e de outras. Muitos cursos poderão ser realizados a distância com som e imagem, principalmente cursos de atualização, de extensão. As possibilidades de interação serão diretamente proporcionais ao número de pessoas envolvidas.
Os problemas também serão gigantescos, porque não temos experiência consolidada de gerenciar pessoas individualmente e em grupo, simultaneamente, a distância. As estruturas organizativas e currículos terão que ser muito mais flexíveis e criativos, o que não parece uma tarefa fácil de se realizar.
Numa sociedade em mudança acelerada, além da competência intelectual, do saber específico, é importante termos muitas pessoas que nos sinalizem com possibilidades concretas de compreensão do mundo, de aprendizagem experimentada de novos caminhos, de testemunhos vivos -embora imperfeitos- das nossas imensas possibilidades de crescimento em todos os campos.
O que faz a diferença no avanço dos países é a qualificação das pessoas. Encontraremos na educação novos caminhos de integração do humano e do tecnológico; do racional, sensorial, emocional e do ético; do presencial e do virtual; da escola, do trabalho e da vida em todas as suas dimensões.
[Este texto faz parte do meu livro A educação que desejamos: Novos desafios e como chegar lá . Papirus, 2007, p. 167-169]

Estratégias Inovadoras para professores.

Segue link interessante sobre educação!
http://www.abrileducacao.com.br/ead.html

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Publicação da Revista Escola Abril sobre Piaget

http://revistaescola.abril.com.br/historia/pratica-pedagogica/jean-piaget-428139.shtml?page=1

Reportagem do UOL sobre estrutura das escolas brasileiras

http://educacao.uol.com.br/noticias/2013/06/04/menos-de-1-das-escolas-brasileiras-tem-infraestrutura-ideal.htm

UFRGS oferece novo curso

A UFRGS oferece no Polo Universitário Santo Antônio, o Curso de Aperfeiçoamento emPolíticas de Promoção da Igualdade Racial na Escola.
Você deseja realizar sua pré inscrição? Inscreva-se até dia 26 de dezembro e Divulgue.

Acesse www.polosap.com.br

Ações que promovem cidadania

A educação, entre a lei, debates e atitudes.

                                                Evanis D'avila

Conforme o Art. 205 da Constituição Federal 1988 – A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.
No entanto, percebe-se que entre a lei e a realidade na educação brasileira, há uma considerável distância. Vimos nos dados de aprendizagem obtidos através de avaliações como: Prova Brasil, SAEB- Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica, ANRESC- Avaliação Nacional do Rendimento Escolar, ENEM- Exame Nacional do Ensino Médio, ENCCEJA- Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos, entre outros instrumentos utilizados para avaliar a educação no Brasil, os quais revelam o despreparo do aluno, tanto no desempenho intelectual como também nas competências dos jovens para o mercado de trabalho.
Para melhorar a qualidade da educação no Brasil, é necessário se ter atitude. E essa atitude deve partir de todos os envolvidos, aluno, Estado, família e a sociedade, em geral.
Como exemplo de atitude está o projeto de uma pedagoga do município de Canoas, RS, recentemente notícia do Jornal do Almoço, reportagem exibida  no dia 05 de dezembro deste ano. A professora tomou a iniciativa de criar um projeto de dança que oferece aulas de balé. Como se trata de um bairro pobre, as crianças se sentiram importantes ao se apresentarem para outras comunidades. Porém, no ano passado, essa professora perdeu o incentivo do poder público, mas nem por isso desistiu. Ao ser comunicada que a prefeitura não forneceria mais o espaço para o treinamento, a professora recorreu à comunidade, sendo atendida pela Associação dos Aposentados local que disponibilizou a sede para a prática das aulas.

Nesse exemplo, podemos ver a importância da atitude da professora, dos alunos, das famílias e da sociedade. Mesmo sem a contribuição do poder público, o projeto continua para a realização do sonho de muitos alunos, que de acordo com a declaração das famílias, não têm condições financeiras para pagar curso de balé para seus filhos.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Acontece hoje a tarde, no Teatro Pedro Ivo em Florianópolis, SC a entrega do Premio RBS de Educação que premia projetos de incentivos a educação, feitos por  professores de escolas públicas e privadas. A competição terá 2 vencedores, sendo um de SC e o outro do RS. Esta é a primeira edição do Prêmio RBS que tem por objetivo promover novos olhares para a realidade da educação brasileira.

Seja bem vindo!


Sejam bem-vindos!


O Só Educ em Ação foi criado com o objetivo primeiro de cumprir uma tarefa de conclusão de ciclo na disciplina de Alfabetização Digital no curso de Pedagogia da Universidade Federal do Rio Grande - FURG. Ao criar o blog, surgiu a necessidade de escolher uma temática e aí então surge o segundo objetivo que é falar sobre a Educação na atualidade. Todos reclamam, falam que a educação está em crise, responsabilizam o poder público pelo caos nas escolas.
Este espaço tem por objetivos trazer matérias, artigos e reportagens que enriqueçam a discussão sobre os temas da Educação.
Seja bem-vindo ao Só Educ em Ação!